Exportação de calçados cresce com dólar e vacina nos EUA

Fabricantes brasileiros projetam crescimento de 13% nas vendas ao exterior em volume neste ano


As vendas de calçados para o exterior estão ganhando tração no começo deste ano, impulsionadas pela valorização do dólar ante o real e pelo avanço da vacinação no restante do mundo, em especial nos Estados Unidos. A análise é da Associação Brasileira das

Indústrias de Calçados (Abicalçados).


No mês de março, foram embarcados 12,3 milhões de pares, que geraram US$ 70,84 milhões, aumento de 38,5% em volume e queda de 4,5% em receita no comparativo com o mesmo mês do ano passado. No comparativo com fevereiro, houve crescimento de 23,3% em volume e de 15% em receita.


A associação afirma que a taxa cambial permite a formação de preços mais atrativos no mercado internacional, diminuindo o preço médio do calçado exportado. No primeiro trimestre, as exportações somaram 32 milhões de pares, a US$ 193,36 milhões,

incremento de 0,1% em volume e queda de 19,6% em receita no comparativo com igual período do ano passado.


O presidente-executivo da Abicalçados, Haroldo Ferreira, ressalta que os dados sinalizam uma “normalização” no mercado internacional, que acontece na medida do avanço da vacinação em massa.


“A expectativa, diante de uma base muito ruim do ano passado, é de que neste ano alcancemos um crescimento de cerca de 13% nas exportações, em volume”, projeta ele, ressaltando que, no entanto, os registros ainda devem ficar aquém dos níveis verificados em 2019.


Os Estados Unidos são o principal destino dos calçados brasileiros. O país importou 3,25 milhões de pares por US$ 40,28 milhões, alta de 14,8% em volume e queda de 15% em receita no primeiro trimestre em relação ao mesmo período do ano passado. Na sequência vêm Argentina e França, com 2,2 milhões de pares e 2,23 milhões de pares, respectivamente.


Embora seja o segundo maior importador do calçado nacional, o país vizinho registrou queda tanto em volume, de 7,5%, quanto em receita, de 20,7%, para R$ US$ 20,33 milhões. O mercado francês, no entanto, registrou avanço de 1,4% em volume e caiu 3,5% em receita, para R$ 14,5 milhões.


Entre os Estados produtores, o Rio Grande do Sul lidera as exportações em receita no primeiro trimestre, com US$ 81,78 milhões e 7,18 milhões de pares. O segundo maior exportador é o Ceará, cujos volumes até são maiores, de 11,8 milhões, mas o valor de

vendas é de US$ 55,67 milhões. São Paulo ocupa a terceira posição, com 1,95 milhão de pares por US$ 20,13 milhões.


As importações avançaram em março na comparação com fevereiro. No mês passado, entraram no Brasil 2,78 milhão de pares, pelos quais foram pagos US$ 32,43 milhões, aumentos de 40,3% em volume e de 53,5% em receita. Já no comparativo com março

do ano passado, os números apontam quedas de 25% em volume e de 6% em valores.


No acumulado do primeiro trimestre deste ano, as importações de calçados somaram 6,76 milhões de pares, pelos quais foram pagos US$ 75,38 milhões, recuos de 24,9% em volume e de 27,5% em receita, na base anual. As principais origens dos calçados

importados seguem sendo os países asiáticos: Vietnã, China e Indonésia.



Por Raquel Brandão — De São Paulo

13/04/2021

Fonte: Valor Econômico

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