Perdas das aéreas foi de US$ 11 bi no 4º trimestre

Margem operacional do setor, no mundo, ficou negativa em 51%



A crise de covid-19 ainda está longe de acabar e os impactos sobre os resultados financeiros das aéreas no mundo foi drástico. Segundo os últimos dados do monitor financeiro da Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata, na sigla em inglês), as companhias aéreas fecharam o quarto trimestre de 2020com um prejuízo líquido de US$ 11,2 bilhões, com margem operacional negativa em 51%. O número reflete o forte impacto da covid-19 sobre os negócios. Em igual trimestre de 2019, as companhias registraram lucro líquido de US$ 4,5 bilhões, com margem operacional de 8,7%.


A Iata destacou que, apesar do prejuízo, os dados aproximaram o setor do reportado no primeiro trimestre do ano passado, início da pandemia. No pior momento, no segundo trimestre, o prejuízo chegou perto dos US$ 20 bilhões.


O efeito da pandemia pode ser percebido também nas ações das companhias. Segundo a Iata, os preços negociados para as ações acumularam queda de 29,5% nos 12 meses encerrados em janeiro. Já o Índice FTSE All-World, que cobre mais de 3 mil empresas em mais de 40 países, apresentou alta de 14,9% em igual período.


No ano passado, a crise sanitária fez os governos do globo concederem aproximadamente US$ 173 bilhões em suporte financeiro ao setor. Desse total, menos de 1% veio para a América Latina.


No mês passado, o diretor-geral e presidente da Iata, Alexandre de Juniac, afirmou que 2020 foi uma “catástrofe” e que muitas incertezas ainda rondam o mercado. A demanda global por transporte aéreo fechou em queda de 70% no ano passado na comparação com 2019.


O atraso na recuperação das viagens, com novas ondas de disseminação do coronavírus, deve fazer as companhias aéreas globais queimarem entre US$ 75 bilhões e US$ 95 bilhões em caixa neste ano, calcula a Iata.



Por Cristian Favaro — De São Paulo

Fonte: Valor Econômico - 12/03/2021


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